terça-feira, 29 de janeiro de 2013
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Observação.
-Seu moço desculpe a não linearidade das idéias, o tropeço das letras e o emaranhado dos pensamentos.
Um comentário machista rasgou minha boca "Deus não dá asas a cobras, porque se eu tivesse nascido homem..." partiu de um impulso como por justificativa a tantas canalhices que vejo e não canso de escutar.Comentário indefeso rodeado de risadas femininas e olhares afirmativos. Mas o porquê desejar ser como certos homens? Em que parte da infância, adolescência ou juventude permiti a sobreposição do pessimismo e confirmei a inversão de valores apregoados nas novelas?
Será que um eu homem agiria assim? Garanhão? Pega geral? Passa o rodo? E outras gírias mais atuais ( que não conheço, insisto a usar as antigas)? As feministas que me desculpem, mas quero homens menos saidinhos sim!
A verdade "libertadora" esclarece: quem faz o homem é a mulher. É capaz um sorriso feminino acalentar qualquer coração, abrir portas, conduzir o homem a objetivos concretos de vida ( profissional, espiritual, sentimental... - assim fazem as mães e as esposas ) tanto quanto é possível pisotear sentimentos, menosprezar afeições, podar um homem, torná-lo animal voltado a paixões e prazeres...
A madrugada as vezes traz a vontade de estudar psicologia ,realizar pesquisas sociológicas ou antropológicas para compreender as reações humanas diante dos impasses e dificuldades. O que torna alguns (tantos) homens máquinas de impulsos lascivos? O que faz mulheres vestirem-se no inverno como se estivessem no verão? Há uma linha cada vez mais tênue entre desejo e perversão...
"Toda mulher bonita tem autoestima baixa, por isso não tenha medo de chegar em qualquer mulher." Minha risada cortante preencheu o ambiente ao analisar a frase exposta na roda de amigos... Sim, acho que os homens não devem deixar-se aturdir pelo medo na conquista de mulher alguma, afinal o que é bonito para uns é remela para outros e vice e versa. Mas há estigmas sociais na vida noturna que impedem as mulheres bonitas ou feias ( mas que tem valores ) de se divertirem na noite.
Oi, homens? Nem toda mulher gostaria de transar com você na mesma noite, então ,para que se oferecer ou tentar algo do tipo? Aonde se escondeu o cavalheirismo ? Os jogos de conquista? Porque os brasileiros não são como os portugueses? Por volta de sete cafés para dar o primeiro beijo ?
E olha que sou bem resolvida: não tenho vergonha de conversar com ninguém sobre nenhum assunto ( a não ser em inglês, conversarei apenas se você não souber outro idioma), não tenho vergonha de propor brindes a desconhecidos, sorrir para pessoas interessantes, dançar, falar alto, mandar bilhetinhos no bar... Atos que não são sinônimo de "mulher dada que eu posso chegar chegando", mas de pessoas abertas a fazerem amizades antes de parceiros amorosos, que preferem risadas antes de beijos calorosos uma noite só. Mulheres. Eu. Nunca seria homem, prefiro ser mulher e quebrar com os esteriótipos.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Rascunho para romper com o abandono
quinta-feira, 16 de junho de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011
Nossos caminhos se cruzaram em algum lugar

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
encontra aturdido uma luz ao longe:
eram chagas fulgurantes, lágrimas pungentes
O amar constante.
Em sua fraqueza errante os olhos já não mais se perderam
sustentaram junto ao peito arfante
as poucas certezas apreendidas
Eram nada mergulhados em preocupações humanas
E tudo nos mistérios misericordiosos.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
De súbito inquietei-me com suas palavras,
Anjo de barba farta, língua afiada e um qual o quê de distinto
Mitológico, mito ou fático?!
Alguns sussurram seu nome outros não querem nem ouví-lo
O fato é que cortou meus sentidos, os aprendidos ainda no jardim de infância,
as palavras são horizontes desconhecidos
Investigo agora o seu reflexo, apoiada em horas da madrugada
Que venham rascunhos afinal
As paredes estão intactas, o mesmo espaço inacabado de sempre
Há pedaços de coisas qualquer em algum canto, rosas despetaladas sobre o sofá
E silêncio. Longos, torturantes espasmos de silêncio e ócio.
O relógio velho da saleta deu mais uns passos e eu passo
Passo certeira na vida, precisando de reforma por vezes, mas tenho refúgio e me respaldo
Um dia faço uma limpeza daquelas, mas não mudo muita coisa, gosto das minhas feridas a mostra, da poeira acumulada sobre o livro, para depois ter recordações e vontades, mas principalmente mato minha sede com a luz que vem de dentro, é dependência, centro e fim,
o sagrado em mim.
domingo, 2 de agosto de 2009
Apenas um convite.
-Garçom, cadê a vodka e a caipifruta?
-Passou da 1 da matina, dane-se em sua bebedeira.
Brindemos ao ócio e ao direito de ser o que quisermos."
terça-feira, 21 de julho de 2009
Um sopro nas teias de aranha.
Como controlar o susto o medo de nossas próprias faces desfiguradas pela ganância, ódio e o torpe?
Bailamos em ópera grotesca, punk ou jazz, não importa a linguagem, gênero, estilo
A contradança é ministrada pelo zunido das balas e o gemido silencioso dos mortos de fome.
Inocentes ou culpados?
Devassos ou santos?
É a imundice da matéria o germe figurante dos prazeres da carne.
As relações a ditadura da conveniência governa.
Calma, a cortina está fechada e o cobertor quente: encarne as unhas gigantes da preguiça e coma os pedaços causados pela omissão, a ventania não te causará gripe ou moléstia, apenas feche os olhos e sonhe com formas de nuvens e novela das 20h.
terça-feira, 19 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
This holy shrine, the gentle sin is this;
My lips, two blushing pilgrims, ready stand
To smooth that rough touch with a tender kiss.
Juliet: Good pilgrim, you do wrong your hand too much,
Which mannerly devotion shows in this;
For saints have hands that pilgrims’ hands do touch,
And palm to palm is holy palmers’ kiss.
Romeo: Have not saints lips, and holy palmers’ too?
Juliet: Ay, pilgrim, lips that they must use in prayer.
Romeo: O! then, dear saint, let lips do what hands do;
They pray, grant thou, lest faith turn to despair.
Juliet: Saints do not move, though grant for prayers’ sake.
Romeo: Then move not, while my prayers’ effect I take (Shakespeare 1998 pp. 833-4. In http://silviadavini.blogspot.com/search/label/O%20Beijo%20de%20Romeu%20e%20Julieta.).
terça-feira, 7 de abril de 2009
Kaique querido,
Hoje mamãe acordou cantando pra você como ela sempre faz todos os anos no seu aniversário e com um sorriso susurrou " meu bebê já tá um rapazão! 16 anos!". Queria muito ter te acordado com parabéns... Você faz falta sabia?
Acordei bem triste, acho que é porque vi mamãe chorar, ela escondeu, mas vi!
Lembro que quando ela ficou grávida de você dei pulos de alegria! O Kauê então...Pegava todos os brinquedos dele, encostava o ouvido na barriga e te contava com o que brincariam quando você nascesse. Como a barriga da mamãe era linda e enorme, quase não cabia eu, ela e você no boxe na hora do banho.
Ah! meu irmão! Quanta coisa queria te mostrar e te falar, queria ter palavras lindas para ninar seu sono, cantar até você adormecer...
Como você está agora me conta? Forte? Qual corte de cabelo está usando? Quais são suas companias aí? Está se cuidando direitinho? Não sei sua música preferida, seus sonhos, sua mania mais chata, não sei nada de você querido, percebo.
Sabe o que queria te dar de presente? todos os beijos, abraços, brigas, boa noite, boa tarde, puxões de orelha que não dei.
Quando me despedi de você mamãe estava entrando no hospital, bonito, grande, branco, no interior do Rio; na frente tinha uma pracinha com paquinho, eu, Kauê e a Patrícia ficamos lá brincando e imaginando como era sua cor, sua voz, seus olhinhos, seu rosto e mão...Escureceu, tivemos que voltar pra casa da bisa e lá estava seu bercinho improvisado, mas a mamãe não pôde sair do hospital disseram. Dia seguinte bem cedo papai chegou e trouxe uma manta linda pra você de Brasilia, branco com azul, acordei vovó de pressa e nem tomei café, finalmente ia te ver meu irmão!
A manhã passou e no fim dela uma coisa estranha, papai levou a gente pra tomar picolé antes do almoço, pedi um de uva e pensei que você iria adorar o saber quando pudesse experimentar, papai estava triste eu lembro, tinha lágrimas nos olhos e eu perguntei cade vocês que não saiam do hospital e ele falou " meu amores, nós todos temos que ser muito fortes e amar a mamãe muito muito muito " eu já amava a mamãe, mas tinha mais amor pra dar, mais carinho, se papai pediu é porque era importante, deixei de lado o picolé e perguntei porquê e ele falou que ia buscar água e quando voltasse falaria. Voltou com olhos vermelhos e com uma garrafa de um litro de água, já tinha acabado meu picolé, só o da Patrícia ainda não. " papai cadê meu irmãozinho?" perguntou o Kau. " o Kaique crianças, ele... ele agora está com papi do céu, virou anjinho, papai do céu veio e buscou ele pra morar no céu." . " Quando ele vai voltar papai? Queria tanto pegar ele no colo!" eu reclamei chateada. " Um dia nós todos vamos chegar no céu e abraçar ele filhinha, mas pode demorar um tempinho, só quando a gente morrer pode fazer isso." Só lembro de lágrimas salgadas na boca, da mãmae que demorou voltar pra casa, das velas acessas e como rezei todas as noites pedindo que Jesus mandasse outro irmãozinho pra eu cuidar como não pude cuidar de você, nao fique enciumado, eu era pequena demais para saber que você era único.
Mamãe te ama muito sabia? Ela nunca esquece seu dia, sempre põe rosas e velas nos pés de N. Senhora e apaga a luz da sala.
Certos domingos quando estamos almoçando sinto como se tivesse falatando álguem e sei que todos sentem isso, mesmo a Paola e Paloma que vieram depois de você sabem disso.
Desculpa, nunca visitei seu túmulo, era muito pequena quando nos despedimos, tinha apenas quatro anos. Uns três anos atrás fomos visitar a bisa perto do seu aniversário, mamãe estava triste e perguntei o que era, ela pediu para darmos uma volta, peguei o carro e fui dirigindo ( primeira vez em uma cidade tão longe da minha ), chegamos no cimitério, ela começou a tremer e chorar, mas não pudemos te levar flores irmão, estava trancado e o emocional da mamãe não estava bem.
Espero realmente um dia poder te dar o abraço que sempre quis, t pegar no colo, dizer que te amo e " fazer uma canção pra você viver mais".
Dá um beijo no papai do céu por mim.
Felicidades!
Sua irmã mais velha.
Kakau
segunda-feira, 6 de abril de 2009
( Queridos, respondam e voltem contritos ao meu comando, sim?)
Ácido na saliva, féu do desejo em colapso com a razão
( Não podem agir assim, por favor, não é justo, acalmem-se! )
um arrepio morno passeia por lombares, torácicas, cervicais para descansar nos lábios, na mordida do pecado
( Tenho, castigo, corrião, dinheiro e carinhos, colaborem, já não posso mais )
o pensamento paira no gosto doce do beijo,a vontade insensata, torpe,as madeixas claras em meu suor
( Ele não responde, não adianta queridos, para quê tanta ânsia, frivolidade? Não se abram! )
É pulsante, insano e nem por isso menos verdadeiro, intenso
( Isso, não esperem, de certo não serão correspondidos )
No real ou inatingivel - há.
( Desabotoei o primeiro por desatino e os próximos? De certo haverá refrega )
Meu ego faz calar.
terça-feira, 17 de março de 2009
Precipita o som em goteira e o frio morno intensifica os sentidos, romperam o céu, com infindas alfinetadas para tomar banho sem chuveiro e sabão.
O sorriso é forçado pelo vapor dos primeiros pingos no concreto quente; ela fria, sem lençol.
Molhado: curvas reveladas, vai e vem de contornos, traços femininos nada infantis. Os pés descobrem entre pulos nas poças as banheiras florais.
Dezenove ou apenas quatro?
Curioso gosto de picolé de uva tem a chuva! De certo o algodão mistura-se a tinta púrpura no paladar e transporta o tempo para apenas um fio ( seria ciclo? ) : somos da idade que nos sentimos, das cores de nossos sabores - reveladores de facetas diversas de nossos medos e contos de fadas.
A menina de outrora é mulher de agora, sedutora, simpática e muito indefesa, mas com dez garras afiadas e multicoloridas ( morango e laranja em profusão e vontades ) em suas mãos.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Minha tristeza não cabe nas palavras, no sapato que me dá calos nem no chapéu preto e dourado que nunca usei, mas acho lindo pendurado na minha chapeleira.
Cai e por três horas não pude levantar - eternidade
Entre meus sonhos de menina, meus medos de adulto e as cobranças do mundo
Cavei a sepultura, agora sou seiva
Enervo plantas, tédio, ócio e sangue
Morri de febre debaixo do pé de goiaba.
- Chuva escoe. Quero virar pó!
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
E em tempos escassos de parâmetros submeto meus devaneios à mortalha do silêncio.
Escondo em meus apetrechos cotidianos o medo do rídiculo e ao manusea-los certas horas
Vago incerta a uma saudade mansa,
uma conformidade calma daquelas capazes de transformar as brasas dos motins em simples lembranças
Mas a seiva é mais profunda, enraizada nas melenas que pairam em meus ombros
- Ainda carregam o seu suor, seu cheiro atroz.
No canto esquerdo do lábio inferior calo o descompasso triunfante do sensível
E por pouco sou gélida, esquálida e muda.
Se não é seu calor o afugento da minha falta de domínio
Então é o feto do desprezo a minha febre e desengano.
E mesmo assim, estremeço
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Influenciada por algo de G. G. Márquez.
Atirou-se a escrita de poesias tristes e pensou em como o mundo já estava esgotado de tantos martírios.
Deu-se então a práticas insalubres de dormir de madrugada apenas pensando ao acaso, emocionou-se algumas vezes com uma música clássica, com algumas palavras e com o perfume da dama da noite na casa do vizinho.
Extremamente só em uma quietude de temperamento, passeando pela casa e pelas horas sem se atentar com o passar da vida.
Repetia a rotina insone, dormindo quatro horas por noite, lendo romances na rede e degustando os desejos repentinos de seu paladar, no fundo tudo era preto e branco, não amanhecia, não anoitecia, era como se tivesse sido contaminada pela peste dos males do mundo, pela tristeza incabivel de certos poetas a beira do amor.
Um dia como qualquer outro sem saber se era sol ou era noite deitou-se no ataúde ainda viva e descobriu na morte a única certeza de sua existência, desde sempre a cada respiração ou palavra era consumida pouco a pouco pelos vermes e mentiras, a morte era a vida como a vida tinha sido sempre a morte.
Incrivel são os fatos de alguns vizinhos ainda ouvirem a rede balançando às vezes e a dama da noite nunca mais ter perfumado o ambiente dos vivos, já os mortos rejubilam-se pelo cheiro a perseguir o espectro da branca moça por onde passa.