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terça-feira, 19 de maio de 2009

Acho que tive o homem certo no momento errado. Será?!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Liberalismo ( 14/06/05)

Força eloquente aos cegos
Conluiada das lágrimas
Do povo sofredor
Marcado pela dor
Do sôfrego capitalismo
Selvagem, solene.

Força pragmática
Colarante
Brada esbraveante
"Liberdade! Liberdade!"
E trava embate
Com a justiça e a igualdade.

Força social
Força econômica
Propaga o erro
Em seu desprezo
Rejeita solidariedade

Individualismo mercantilista
Defende
O índividuo é o centro do poder!
Do desejo! Do querer!
Força - assola
Pela razão.
Tormenta desenfreada
Em busca do lucro
É libertina força
A favor da modernidade
Conseguida através do suor
- Do corpo dos proletáriados.

Cresce o liberalismo
A fome devasta
Os valores éticos inexistentes
Consomem pouco a pouco
A vida do pobre, da sociedade
Caos instalado
Mundo globalizado.

sábado, 6 de dezembro de 2008

As imagens guardaram- se nas caixas vazias da minha inteligência, impregnaram suas cores na rotina absurda dos sonhos ( quem disse sonho ser preto só? ) , viraram estigmas de uma mente criadora. A criatividade deixou-me lixo e cartões de todos os tipos - ainda não tive coragem de abrir, na parede um bilhete em sangue púrpura "De tanto tentar parecer pereci em suas entranhas". Sou amorfa agora. Claro! Quem sem criatividade vive sem ser tomada, bombardeada por todos os cantos? Batalha de perdidos. Não há proteção.
O pão do café da manhã surtou no copo de leite e no meu estomâgo tornou-se âmago de um cotidiano rastejante. Tomei remédio, água oxigenada, forcei o vômito, comi chocolate e nada - o gosto amargo na saliva ficou e ninguém quis o beijo, ninguém quis me salvar, acharam-me velha demais para os contos de fada e vestidos rodados. Cismei com meu medo, minhas vertigens, apreços e descobri - por mais que fuja, esconda ou varra há sempre o eu do meu não desejo, do meu não saber - é o comer: as propagandas insanas da tv, os restos da gordura dos meus pratos preferidos, os elogios dos amigos, minhas auto-criticas, as cores, os cheiros, os segredos de todos os olhos (passaram, choraram, riram e me esqueceram).
Por enquanto mesclo incertezas e nudez como ácido para libertar-me do tédio, agitação inquieta de todo eu ( de tudo ).

sábado, 18 de outubro de 2008

Sem nenhum cunho social. Apenas ego.


" As nuvens são cabelos crescendo como rios." J. C. de Melo Neto

O calor me enlouquecia , talvez fosse o corpo dele ou a secura. O fato é: encarei a água gelada, mergulhei de cabeça. Dentro da piscina descobri no marasmo o vai e vem das ondas em meus cabelos, a densidade desse ente querido e pensei o quanto eu era fútil, mas verdadeiramente feliz por parar um instante e com meu corpo todo ser aquelas mechas despreocupadas, bailando sem me importar com o que haveria de vir. Qual sereia na minha infância. Enlou cresci.